São Jorge e o dragão
Por Equipe Oração São Jorge. Atualizado em

Na lenda medieval, São Jorge vence um dragão que ameaçava a cidade de Silene, na Líbia, e salva a filha do rei. O dragão representa o mal, e a vitória de Jorge mostra que a fé vence o mal. A lenda não está na Bíblia; foi popularizada pela Legenda Áurea, por volta de 1260.
A lenda de São Jorge e o dragão
Perto da cidade de Silene havia um lago onde morava um dragão. Para que ele não atacasse a cidade, os moradores lhe davam ovelhas. Quando as ovelhas acabaram, passaram a sortear pessoas. Um dia, a sorte caiu sobre a filha do rei.
Jorge, que passava a cavalo, encontrou a jovem chorando à beira do lago. Quando o dragão saiu da água, Jorge fez o sinal da cruz, avançou com a lança e o feriu. Depois pediu à jovem que amarrasse o seu cinto no pescoço do animal, que a seguiu manso até a cidade. Jorge disse ao povo que não tivesse medo, porque fora enviado por Deus, e muitos se converteram ao cristianismo.
Por que São Jorge matou o dragão
Na lenda, para libertar a cidade do medo e mostrar o poder de Deus. No sentido simbólico, o dragão é o mal: o pecado, a violência, o medo. A Bíblia usa a mesma imagem no Apocalipse, quando o arcanjo Miguel vence o dragão (Ap 12,7-9). Rezar a São Jorge é pedir força para vencer os “dragões” de cada dia.
O dragão na imagem de São Jorge
Nas imagens, o dragão aparece aos pés do cavalo branco, ferido pela lança. O cavalo é chamado de “ginete” na oração: “debaixo das patas de seu fiel ginete, meus inimigos fiquem humildes e submissos”. Veja o significado de cada elemento em Imagem de São Jorge.
Perguntas frequentes
São Jorge matou mesmo um dragão?
Não há registro histórico. É uma lenda medieval com sentido simbólico: a fé que vence o mal.
Onde se passa a lenda de São Jorge e o dragão?
Na versão da Legenda Áurea, na cidade de Silene, na Líbia.
O que significa o dragão de São Jorge?
O mal em todas as formas: pecado, violência, medo e injustiça.
Fontes
- Jacopo de Varazze, Legenda Áurea: vidas de santos (c. 1260). Tradução de Hilário Franco Júnior. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.